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Etiqueta: CHESTNUTSRAD

FOOD I&DT: Chestnutsrad

Conservação da Castanha

No seguimento da parceria entre o Universia e a SIC Notícias, esta semana, no Programa Falar Global, a  rubrica Universidades Tecnológicas versa sobre os trabalhos de investigação desenvolvidos no Instituto Politécnico de Bragança, onde é apresentado um projecto sobre a técnica de Conservação da Castanha, desenvolvido sob a coordenação do Professor Albino Bento.

3º lugar do Concurso de Tecnologias do Espaço Food I&DT para Projecto da ESA

O Instituto Politécnico de Bragança, representado pela Escola Superior Agrária (ESA-IPB), esteve presente no concurso de tecnologias do espaço FOOD I&DT, integrado na Alimentaria & Horexpo 2011, na FIL em Lisboa, que decorreu de 27 a 30 de Março, com o projecto CHESTNUTSRAD Tratamento Alternativo de Conservação de Castanha. Estiveram a concurso 52 tecnologias de várias Universidades e Politécnicos, das quais foram seleccionadas 25 para o espaço de exposição Food I&DT. Ao projecto CHESTNUTSRAD foi atribuído um Diploma de Honra  correspondente ao 3º lugar, por um júri composto por entidades empresariais e da Agência de Inovação e entregue pelo Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Prof. Manuel Heitor.

Este projecto propõe uma tecnologia de tratamento de castanha por irradiação como alternativa às tecnologias existentes, permitindo o aumento da competitividade das empresas agro-alimentares de uma fileira estratégica no Plano de Desenvolvimento Rural, através do aumento do seu índice tecnológico na produção e valorização da castanha, ao proporcionar ao mercado um produto
com qualidade e segurança.

O estudo da viabilidade desta tecnologia é financiada pelo programa QREN Co-Promoção I&DT, através do projecto nº 3198/2010 e, para além da ESA-IPB, conta com a participação da empresa Agroaguiar Lda, Universidade do Minho e Instituto Tecnológico e Nuclear.

Diploma

Projecto CHESTNUTSRAD

IPB investiga método inovador para esterilizar castanhas

Operadores utilizam água quente para esterilizar o fruto que é exportado para países terceiros, mas investigadores querem colocar em prática a esterilização por irradiação

O Instituto Politécnico de Bragança, em parceria com uma empresa da região, com a Universidade do Minho e com o Instituto de Tecnologia Nuclear, está a levar a cabo um projecto de investigação dedicado à esterilização e conservação da castanha que é exportada para países terceiros. É que está em vigor uma norma da Comunidade Europeia que proíbe o uso de bormeto de metilo, o químico utilizado para fazer a devida desinfecção, de modo a que castanha chegasse ao destino sem alterações.

Segundo António Graça, director regional de Agricultura, esta imposição comunitária nada tem que ver com questões de segurança alimentar, até porque este produto não deixava quaisquer resíduos. “É uma questão de natureza ambiental”, explicou.

Com as novas normas em vigor, os operadores de castanha que trabalham na área de exportação tiveram que adoptar como alternativa o uso de água quente, “uma alternativa fácil e viável de utilizar”, na opinião de António Graça.

No entanto, os investigadores consideram que o tratamento com água quente pode não ser assim tão eficaz, uma vez que obriga à secagem da castanha, caso contrário pode apodrecer durante o período de transporte.

Albino Bento, presidente da Escola Superior Agrária e investigador do Centro de Montanha, considera mesmo que o método da água quente “não é económico, é difícil, demorado e complicado”.

Por isso, os vários investigadores procuram uma nova alternativa, nomeadamente a desinfecção por irradiação, através do uso de feixes de electrões. O projecto foi submetido à Agência Portuguesa da Inovação e é financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), no entanto, só dentro de três anos é que deverá estar concluído. “Neste momento estamos a trabalhar, já fizemos os primeiros testes e temos esperança que o uso de feixes de electrões possa vir a funcionar”, apontou Albino Bento.

Esta técnica de irradiação visa a esterilização da castanha sem comprometer a sua qualidade. “O que se pretende é matar as pragas e os fungos, mantendo a qualidade, o sabor e as características do fruto”.

Amílcar António e Elsa Ramalhosa, investigadores ligados a este projecto, adiantam, ainda, que esta técnica da irradiação já foi testada na União Europeia em outros alimentos. Resta agora saber se, utilizado na castanha, mantém as suas características.

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